Monday, June 30, 2008

Celebrações, despedidas… e malas…

Depois de ano e meio desterrada… chegou a altura de regressar.

O regresso está marcado para o dia 3 de Julho, e como tal o fim-de-semana, foi de celebrações e despedidas.
A estadia foi extensa e muito embora já tivesse amigos por estas bandas, nos últimos tempos os amigos viraram família, e a despedida foi sentida.

As celebrações, exclusivamente portuguesa, começaram na sexta-feira, o programa como não poderia deixar de ser foi em Lodz, no restaurante do costume, com os moçoilos que ainda vão ficar por cá.
A cavaqueira foi amena, brindada com cerveja mas não houve pé de dança… a companhia não é muito dessas coisas… ainda por cima, tinham vôo cedo para Portugal, no dia seguinte.

No sábado, a festa foi mais extensa, celebrava-se o aniversário e a despedida, com a família polaca, e ainda se brindava ao casamento recente, com a ajuda da família colombiana. Voltámos a ser muitos e de idiomas muito diversificados.
Foi uma noite de nostalgia, recordando os últimos tempos, e já de alguma saudade, por deixar os amigos que me acolheram, ajudaram a combater a saudade e que se tornaram a família longe da família… mas como sempre se diz… oportunidades para os rever não irão faltar… e digo até já e nunca adeus.
A noite terminou na disco da moda de Lodz, abanado o capacete… foi muito divertido, como sempre.

O domingo foi para repor o sono, e embalar, embalar e embalar…
Não consigo entender, como é que consegui reunir tanta coisa, num AP tão pequeno… o que vale é que metade das coisas seguem por camião… senão… ainda tinha que fazer umas rifas, e um sorteio… mas sempre ganhava uns cobres…

A semana vai ser curta e ainda há muito por tratar.
A contagem essa mantém-se… FALTAM 4 DIAS…

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Thursday, June 26, 2008

Aniversário, Casamento e… S.João

O final da última semana foi muito atribulado e viajado.

Sexta-feira foi dia de mais um aniversário, na Polónia, mas este ano bastante diferente… porque para além do aniversário … também celebrei um casamento.

Como tal o dia foi bastante diferente… nada de trabalho… fiquei em casa a preparar-me para a boda, que se celebrava ao ínicio da tarde. Enquanto me “embelezava”… ia respondendo aos SMS’s e telefonemas das congratulações habituais. (muito obrigada a todos e desde já as minhas desculpas a todos os que tentaram mas não conseguiram contactar-me)
Ás 15H00 reunimo-nos na casa dos noivos, de onde fomos juntos para o registo civil. A cerimónia foi discreta e pequena… mas com direito a tradutor, visto o noivo arranhar pouco o polaco…. e mais valia prevenir.
Os convidados eram pouco, mas nacionalidades não faltavam… e durante o dia falei de tudo um pouco… português, inglês, polaco e espanhol. O noivo e sua família… colombianos, a noiva e sua família… polacos, os amigos, para além dos portugueses (três… que foi a conta que Deus fez), ainda havia um inglês, uma belga, uma espanhola e dois alemães.
A celebração… essa foi genuinamente polaca… regada, claro está, com muita vodka, muita comida e muita dança.
O regresso a casa foi já de madrugada… e com algumas paragens pelo caminho para deixar passageiros… deite-me já eram 5H00 da manhã e depois de duas horas de repouso já estava a pé.
Não havia grande tempo para descansar… era necessário fazer as malas… e conduzir até Varsóvia, para uma visita relâmpago á Invicta para o S.João.

Cheguei ao destino já passava da meia-noite, e logo segui viagem, para a Barbuda… o domingo era para passar com a família em Souselo.
A noite foi novamente curta… estas insónias, não me largam, nem em terras lusitanas… o domingo esteve excelente e deu para aproveitar a piscina… o escaldão da praxe… esse estava à minha espera, como é óbvio…. mesmo com o facto 30!

A segunda-feira foi de trabalho e por isso o destino foi Vale de Cambra. Com direito a celebração tardia de aniversário, o bolo foi uma promessa… e como recompensa… uma surpresa… até tive direito a prenda.
O regresso a casa já foi tardio, mas ainda a tempo de ultimar os detalhes para a noite que seria a mais curta do ano… por sinal, nem por isso, curta, curta foi a do meu aniversário…

Mas foi divertida… não faltaram as sardinhas (as quais nunca como, para dizer a verdade), foguetes e balões… mesmo com a chuva miudinha que cairam… voaram e o foguetório foi ao despique.
A noite terminou com karaoke, à boa maneira Tavares e foi muito divertido.

No dia seguinte, mais um dia para os comes e bebes… os excessos deram de si… a noite foi complicada… e horas depois, rumava novamente á Polónia.

O regresso a portugal é já no dia 3 de Julho.
Já comecei a contagem decrescente… FALTAM 7 DIAS PARA REGRESSAR…

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Tuesday, June 17, 2008

Paris…

Por motivos profissionais… dei, ontem, um salto a Paris… um pulo para ser mais precisa, porque foi uma visita de horas.

O tempo estava condicionado e o dia prometia ser de correria e não decepcionou.

As peripécias começaram cedo, às 6H45 da manhã, no aeroporto de Varsóvia… fazer o check-in foi uma tarefa quase impossível, devido á quantidade de gente e de filas… os polacos cada vez viajam mais, e a afluência dos adeptos da selecção nacional, que jogava o derradeiro jogo do Euro 2008, deixou o país em euforia e o aeroporto num estado caótico. Estive na fila 2 horas, apenas conseguindo fazer o check-in a escassos 20 minutos do avião levantar…

O vôo de 2H30 correu sem sobressaltos, mas chegados a Charles de Gaulle, estivemos 30 minutos à espera para aparcar… por isso cheguei com um tremendo atraso.  
Como a reunião era numa cidade a 25 km de Paris, tinha ainda de me orientar pela rede de comboios francesa e fazer duas mudanças de rota… correu sem espinhas… tudo bem sinalizado, e todos muito pontuais.

Depois de uma hora em viagem, em que me apercebi que a comunidade portuguesa em Paris é verdadeiramente assombrosa (bandeira das quinas à janela, era o que não faltava), cheguei ao destino. A reunião correu bem e foi finalizada mesmo a tempo de fazer o percurso de volta à cidade. Sem peripécias nem atrasos e ainda com um galanteio pelo meio, do pica da CP francesa, cheguei ao aeoroporto mesmo a tempo de apanhar o vôo de regresso a Varsóvia.

A estadia na cidade-luz foi de horas, e senti-me mesmo como a Meg Ryan no filme French Kiss, porque o único vislumbre que tive da torre Eiffel foi do comboio… mas de certeza que é uma cidade que faz parte dos meus planos de visita.

O regresso à Polónia foi tardio, ainda retardado por uma verdadeira luta mano-a-mano que mantive com a máquina do parque de estacionamento, que mesmo com o bilhete pago, não me deixava sair, mantendo teimosamente a cancela em baixo.
Depois de muito reclamar… e acreditem… muito, o responsável do parqu lá decidiu que tinha razão e levantou a cancela.
O trajecto de 130 km de regresso a casa foi lento derivado à chuva e ainda tive que fazer um longo desvio por causa de um acidente na estrada.

Cheguei a casa já passava da meia-noite, num dia que já ia muito longo e muito cansativo.
Apenas, hoje, pela manhã, me actualizei dos resultados desportivos… ficando a saber que a Polónia ficou de fora do Euro 2008 (nada que já não estivesse à espera… é da maneira que acalmam os ânimos, porque desde que tinham ficado à frente de Portugal na fase de grupos, andavam a “espingardar em arco”).

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Monday, June 9, 2008

Onde há um português… juntam-se logo dois ou três…

Mais uma vez o ditado provou que é verdade…

Quando estamos longe da pátria… a malta tem tendência a se reunir em alturas em que o orgulho nacional está em causa. Desta vez, o que estava em causa… o Euro 2008, competição futebulística na qual a selecção tuga quer provar que são capazes de grandes feitos… e não morrer na praia como em ocasiões anteriores.

Muito embora não seja grande adepta da selecção nacional (porque para mim… orgulho só há um … ser tripeira e mais nenhum) e muito menos apoiante da era Scolari… Portugal estreava-se no Euro em dia de abertura e frente à Turquia, e o pessoal que por aqui anda em terras frias, decidiu juntar-se para celebrar o evento.

O convite foi feito a meio da semana. Os mecânicos portugueses, finalmente mudaram-se para um AP e queriam abrir as hostilidades com um jantar à maneira. O único senão, a dúvida existia sobre se teriam acesso à transmissão do jogo. Como  qualquer bom plano, havia um recurso, o plano B, o meu AP e a minha Tvcabo… no entanto, os rapazes não se demoveram… queriam mesmo que o jantar fosse na casa deles e foi com muita alegria que no sábado de manhã me ligaram a dizer que tinham acesso à transmissão, na televisão polaca, por isso… ao final da tarde, lá fui eu…

O AP é espaçoso e com direito a varanda, tão espaçosa… que até dá para um bom frango de churrasco à portuguesa (mas isso ficará para outra oportunidade…. para a final, quem sabe?) e o jantar elaborado… assado à portuguesa (e estava muito bom). Depois de degustar a especialidade dos rapazes, foi tempo de ver o jogo, muito embora com comentários polacos, e sentir um calafrio com a Portuguesa… A quantidade de portugueses no estádio e a avalanche de vozes a cantar o hino, foi impressionante.

Impressionante também foi a prestação da selecção das quinas, que surpreendeu pela positiva, entrando a ganhar. Vamos ver como se comportam nos jogos vindouros.

Embora não sinta o fervor ao assistir ao jogo, como em outras situações em que a equipa enverga a camisola azul e branca, foi um pouco como estar em casa, saboreando comida portuguesa, discutindo futebol e estratégias de jogo, e claro, vociferando alguns palavrões, à boa maneira portuguesa, com um remate falhado.

Numa cidadezinha no centro da Polónia, ou num estádio no centro da Europa… mais uma vez se comprovou o ditado: Onde está um português… juntam-se logo dois ou três!

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Thursday, May 29, 2008

Férias na Polónia…

Já faz algum tempo que não actualizo o blog… eu sei, mas… férias são férias… por isso, depois de descansada (pouco)… volto às lides literárias.

Pois é… as primeiras férias… dos últimos anos foram passados na Polónia… a mostrar as redondezas ao papá e à mamã.

Depois de uns poucos dias no Porto… onde o tempo foi escasso para visitar todas as capelinhas… regressei à Polónia, com os progenitores à pendura, para uma semana de circuito turístico pela Polónia.

O tempo não esteve grande coisa, mas considerando o dilúvio que se faz sentir pela península ibérica por estes dias… até escapou e deu para os gastos.

O roteiro tinha sido preparado antecipadamente e estava previsto a visita às cidades de Varsóvia (a capital), Piotrków Trybunalski (a bela localidade onde estou a residir e a trabalhar), Czestochowa (a Fátima cá do sítio) e Cracóvia (a cidade turística por excelência da Polónia).

Chegámos já ao final do dia, na segunda-feira, e fomos para o hotel… o tempo ameaçava chuva, no entanto, decidimos esticar as pernas (presas de tanta hora em avião), descendo a avenida principal de Varsóvia, até ao Palácio da Cultura e Ciência e jantámos no centro comercial Zlote Tarasy, para um aroma do cosmopolismo polaco.

Na terça-feira, o sol brilhava e depois do pequeno-almoço tomado… fomos para a Stare Miasto, o Centro Histórico de Varsóvia que foi inscrito pela Unesco em 1980 na lista do Património Mundial.
No Paço Real (Zamek Królewski), para além das fotos de ocasião ainda tivemos oportunidade de verificar uma exposição de ursos decorados (ao jeito da Cow Parade, mas com ursos) de todos os países pertencentes à Unicef.
Ainda no centro histórico, passámos pela Catedral de S. João, construída do século XIV; a Igreja de Santa Cruz, reconstruída no século XVI; os Monumentos dedicados a Nicolau Copérnico (o astrónomo e matemático polaco que se atreveu a dizer que a terra girava em torno do sol), aos heróis do gueto de Varsóvia e aos da Resistência polaca durante a Segunda Guerra Mundial; o Palácio Presidencial de Varsóvia; a Praça do Mercado e a a Torre Barbacana e as ruínas do forte medieval. Depois do almoço, numa típica esplanada da Praça do Mercado, rumámos a Piotrków Trybunalski e a casa.


O Paço Real… Varsóvia


Junto ao urso Tuga… no Paço Real

O trajecto de 120 km que separam Varsóvia de Piotrków Trybunalski foi feito sob chuva intensa. Depois de uma visita pela cidade e pelo AP e umas horas de descanso, o jantar foi tipicamente polaco, no restaurante Krywan, desgostando o famoso Oscypek (queijo fumado com leite de ovelha) assado na grelha e servido com compota de arando. Seguiu-se a sopa nacional, Zurek, uma sopa rica (com salsicha, pedacinhos de toucinho, cogumelos e batatas), servida em pão de centeio e os famosos Pierogi, recheados de carne (fritos ou cozidos). Tudo regado com a boa e tradicional cerveja polaca… no final não havia espaço para a sobremesa.

Quarta-feira, o destino final era Cracóvia. Pelo caminho algumas paragens obrigatórias: Czestochowa e Oświęcim (ou como é internacionalmente conhecido
). A chuva persistia.
A paragem em Czestochowa tinha como objectivo visitar o mosteiro de Jasna Gora, que alberga a imagem da famosa e venerada Virgem Negra.


Jasna Góra…

Depois da visita,  uma paragem em Olsztyn, para uma nova prova gastronómica, no restaurante junto às ruinas do castelo. O cardápio, foi novamente tradicionalmente polaco… para entrada Smalec (banha de barrar no pão), o prato principal foi Golonka, joelho de porco assado acompanhado com batatas fritas e Kapusta Zasamazana (um acompanhamento de couve e pepino) e para sobremesa Sernik (tarte de queijo) e Czarlotka (tarte de maçã com canela).

Depois de tamanha refeição, novamente a estrada, o destino Oświęcim. Lá chegados, fizemos uma breve visita pelo campo de concentração de Auschwitz, onde passámos pelo portão principal de Auschwitz I, onde se lê a frase Arbeit macht frei (“O trabalho liberta”). O silêncio é uma constante e o ambiente triste, o que se adequada à enorme carga emocional do local.


Arbeit macht frei … Auschwitz I

Restavam 60 km de estrada para chegar a Cracóvia… caminho que percorremos no melhor asfalto polaco (cheio de buracos e sempre em obras). Lá chegados, foi tempo para descansar um pouco e dirigirmo-nos à Galeria Krakowska para jantar (mais leve depois da refeição polaca do almoço).

Quinta-feira, penúltimo dia em terras eslavas, foi dia dedicado a visitar a cidade de Cracóvia e os seus pontos turísticos: a Rynek (a Praça do Mercado, que estava fechado por ser feriado), a basílica de Santa Maria e o Castelo de Wawel.
Também o Centro Histórico de Cracóvia foi inscrito pela Unesco em 1978 na lista do Património Mundial. Em todas as ruelas que emparedam a Praça do Mercado tem uma novidade.
A praça estava a abarrotar de gente, fruto das celebrações católicas, aos quais os polacos demonstram uma devoção inabalábel, e até tivemos oportunidade de ver a procissão.
O almoço, também na praça foi leve (peixe… Salmão, o único decente po estas bandas), uma vez que ainda nos separavam 290 km da capital, e o percurso seria longo.


A Praça do Mercado… Cracóvia


No Paço Real de Wawel…

No final do dia, o regresso a Varsóvia e a verdadeira prova de fundo… do hotel ao centro histórico… a pé e debaixo de morrinha. Depois de mais de uma hora a caminhar, vimos os monumentos by night, jantámos e regressámos ao hotel (agora já de táxi)… para estarmos fresquinhos para o vôo de regresso a casa.


Varsóvia…

Sexta-feira foi dia de regresso, se bem que em vôos diferentes. A malta não se perdeu em Frankfurt, por isso foi ouro sobre azul.

Embora o tempo não tenha estado muito favorável para deambulações turísticas, o passeio foi agradável, a companhia excelente.
Aqui ficam mais algumas para mais tarde recordar…


E claro, o desafio… estou sempre pronta para outra visita!

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Monday, May 5, 2008

Depois de Praga… Peste

O fim-de-semana foi prolongado e como tal foi para mudar de cenário.

O destino estava marcado para Budapeste, a capital da Hungria. Mas antes, fiz uma pequena paragem em Varsóvia para finalmente visitar o restaurante português – Portucale – e as suas pseudo-lusas iguarias.
As entradas deixaram a desejar… o nome era português mas a aparência enganava. No entanto, a aposta para o prato principal foi acertada… Dourada em sal… e estava divinal (até rimei!).

Depois da visita  gastronómica… a rota era rumo à “Pequena Paris da Europa Central”… no entanto, para lá chegar o caminho foi conturbado… por cancelamento do vôo, mudança de companhia aérea e no entretanto 6 horas de espera no aeroporto. No final de um longo dia… cheguei ao destino, já noite … a recepção, a mesma do costume… chuvia (para não variar).

Depois de uma noite bem dormida, embalada pela chuva, acordei cedo… com a luminosidade do primeiro sol da manhã. O dia estava lindo… finalmente um pouco de sorte.
De pequeno-almoço tomado fiz-me à estrada e andei… andei… andei (como é suposto fazer, para visitar uma cidade convenientemente).
Fiz o roteiro da cidade a pé… em Peste onde estava hospedada visitei a Basílica de S. Estevão, desci até à Praça Rosevelt e cheguei ao Danúbio.
Aí, atravessei a Ponte das Correntes e subi ao Palácio Real, pelas ruas íngremes que serpenteiam a encosta. As vistas são magníficas… e o esforço físico vale a pena.
Lá chegada, visitei os pontos de maior interesse e divaguei pela cidade velha. Ao almoço, parei junto à Igreja de Santa Ana para uma piquenique improvisado… com vista panorâmica para o fantástico Parlamento.
Quando o estômago estava reconfortado e as pernas prontas para outro esticão voltei pela margem do Danúbio à Ponte e atravessei para o lado de Peste. Fiz o mesmo percurso na outra margem, aproveitando a aragem fresca do rio e encontrei a Princezinha. Deambulei pelas ruas e encontrei a Rua Váci… a zona mais elegante de Peste.
Depois de 6 horas de passeio decidi regressar ao hotel para descansar as pernas. Quando cheguei apercebi-me que o sol de Budapeste tinha feito das suas… um grande escaldão… não era para menos… translúcida como sou!


A Basílica de S. Estevão…


A Ponte das Correntes…


O Palácio Real…


As vistas do Palácio…


O Parlamento…

Sábado acordou enevoado mas com abertas de sol. Tomei novamente o rumo à cidade para mais um dia de intensa caminhada.
O destino inicial, a colina Gellért, onde dos seus 140 metros de altura se tem uma vista incomparável de toda a cidade e de ambas as margens do Danúbio… chegar lá foi um verdadeiro desafio… a roçar a prova olímpica. Já sem fôlego do esforço… a panorâmica é de cair para o lado…
Deambulei sem rumo por Buda durante uma hora, apenas absorvendo o ritmo da cidade, fora dos circuitos turísticos habituais. Depois de vaguear pela cidade, encontrei a rota com destino ao Palácio, que me submeteu à dura tarefa de novamente subir escadas… depois disto o Bom Jesus é prova de amadores. Cheguei ao topo, mesmo a tempo de assistir ao render da guarda (não sei porquê… mas a minha pontaria é impressionante… já que em Praga me tinha acontecido o mesmo). Para regressar ao rio, decidi dar descanso às pernas e descer de Funicular até ao rio. Atravessei de novo a ponte e fui visitar o Parlamento… sem dúvida o ex-libris da cidade.
O tempo escureceu, por isso em golpe estratégico regressei rapidamente ao hotel, mesmo a tempo de evitar uma molha… o resto do dia foi para recuperar do esforço físico.


A colina Gellért…


O funicular…

Infelizmente, Domingo chegou rápidamente. Budapeste é sem dúvida uma das minhas cidades preferidas, no topo da minha lista claro… está a Invicta, a qual apreciei mais do que Praga. Pela simpatia dos húngaros, os espaços ajardinados e se bem que muito virada para o turismo mantém ainda o buliço normal de uma cidade à beira rio plantada.
Como o vôo de regresso era só ao final do dia, aproveitei as horas que faltavam para fazer uma excursão turística de autocarro para visitar alguns dos sitíos que o tempo não permitiu ver… assim em jeito de filme, lá passei pela Praça dos Heróis, os famosos Banhos Turcos e a estátua da Liberdade.


A Praça dos Heróis…


A Estátua da Liberdade…

O fim-de-semana foi muitíssimo divertido (claro está que o tempo também ajudou)… mas mais que tudo a vista é mesmo inesquecível.


Budapeste…


Com vista para o Danúbio…

O regresso a casa, ao final do dia, foi recheado de contratempos… atrasos do vôo e chuva à chegada. Mas, já tarde de madrugada, cheguei finalmente a casa. 

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Monday, April 21, 2008

Limpezas de Primavera…

O fim-de-semana em Portugal… voôu… passou demasiado rápido e o regresso foi quase imediato.

A passagem por Portugal deixou marcas… uma gripe terrível que apenas consegui curar já no final da semana. No regresso à Polónia o tempo também não ajudou, uma vez que as condições não são primaveris, estando constantemente a temperatura a oscilar entre o frio e o agradável, a chuva e o encoberto.

Depois de uma semana de trabalho, o fim-de-semana foi caseiro, muito resultante pelo tempo que se fez sentir.

Ficar confinada em casa, quando não passa nada de jeito na televisão, é péssimo… o que originou nova ingressão no mundo das limpezas…

O pó foi limpo, a roupa lavada e o chão esfregado.. tudo para passar o tempo. A tarefa mais detestada, de passar a ferro, essa foi adiada, para uma altura mais propícia… quando não tiver mais roupa para vestir.

Domingo ainda fiz uma incursão de passeio pelas ruas, no intervalo de uma aberta, o qual rapidamente encurtei quando o céu ficou negro de novo.

Como os últimos, foi um fim-de-semana sossegado… tão sossegado que até tangeu o tédio… o que é preocupante.

Para o próximo fim-de-semana já tenho planos… só espero que o S. Pedro não dê cabo deles.

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Tuesday, April 8, 2008

Trabalho… em Portugal

Finalmente, depois de um ano a trabalhar afincadamente em terras eslavas… surge a oportunidade de um salto a casa, para trabalho.

Tenho umas reuniões em Portugal no final desta semana… por isso amanhã é dia de regresso à Invicta.

Vemo-nos por aí…

P.S.: Campeões, campeões… nós somos campeões!

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Monday, March 31, 2008

Francesinhas e companhia…

Depois de uma breve estadia em Portugal, em que choveu como previsto, para a Páscoa… o regresso a casa.

O tempo já é de Primavera, mas ainda um pouco frio. O sol brilha e os dias já se adivinham mais longos.

Após um fim-de-semana, na Invicta, sábado foi de arrumações primaveris e de reabastecimentos de stocks. Para o domingo estava combinado, finalmente, um encontro tuga, em casa do Rui, para a confecção de Francesinhas à moda do Porto e confraternização q.b..

Dadas as coordenadas (já que o Rui mora onde o diabo deixou as botas) e a hora combinada, tinha como compromisso a partilha da receita e ensinar a confecção.
Mesmo com o GPS fora de serviço… encontrar a morada não foi díficil, até porque a memória é razoável… chegada ao destino e preparada para pôr as mãos no molho, um retrocesso… partilhar a receita era a tarefa… o Rui nem me deixou mexer no molho…

Enquanto orientava a confecção, brinquei com as gémeas (Anna e Aleksandra) que cresceram imenso desde a última vez que as vi… O resultado final… muito semelhante a qualquer francesinha na Invicta… ficaram aprovadas, e por parte imparcial.

Já se fazem planos para a abertura de um Capa Negra na bela localidade de Radomsko, no entanto, também acordámos que algumas das matérias-primas necessitam de vir expressamente… da Invicta…
O pão-de-forma e a linguiça foram aproximados… mas o que é nacional é… mesmo bom…

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Monday, March 17, 2008

Wieliczka – Zakopane – Kraków

O fim-de-semana foi dedicado ao turismo… mas desta vez cá dentro.
O destino final Cracóvia, mas pelo caminho uma paragem nas minas de sal em Wieliczka, dormida na estância de ski de Zakopane e finalmente o domingo na cidadela do dragão.

Depois de pela manhã ter descoberto ter sido vítima de roubo… limparam-me os tampões do carro, fui buscar o pessoal ao hotel e rumámos a Wieliczka pequena vila nos arredores de Cracóvia para visitarmos a maior mina de sal da Europa.
Foi necessário aptidão física para chegar aos 165 metros de profundidade (apenas o 3 nível da mina e último acessível a turístas), nomeadamente os 398 degraus de descida a pique, que até deu ouras, mas vale a pena.

A mina é famosa por ter uma longa tradição de visitas turísticas. Foi visitada por diversas figuras culturais proeminentes, tais como
Nicolau Copérnico, Karol Wojtyła (mais tarde papa João Paulo II), Bill Clinton, assim como por inúmeras pessoas anónimas.
Durante a segunda guerra mundial, as minas de sal foram ocupadas pelos alemães, como armazém para fábricas de produtos militares.

Em
1978, as minas de sal de Wieliczka passaram a figurar na lista do património da humanidade, da Unesco. Para esta eleição contribuiu a capela de Santa Cunegunda (Kaplica Św. Kingi), onde é possível encontrar diversas esculturas feitas em sal, entre as quais se destaca uma estátua do papa João Paulo II e uma impressionante reprodução em relevo da última ceia. O mais impressionante é que todas as esculturas das galerias substerrêneas foram executadas por comuns mineiros, que o faziam após o dia normal de trabalho. Por isso, é fácil de entender o porquê dos 70 anos que levou a concluir a impressionante capela. Depois do esforço físico, almoçámos nas profundezas da terra depois do que voltámos à superfície, desta vez já de elevador (descer quase 400 degraus não é fácil… mas se fosse necessário subi-los… ainda lá estava de certeza).


 

400 degraus… nem se via o fundo…


A
Kaplica Św. Kingi … impressionante


O comunismo… estátuas de sal… imponentes


A Última Ceia…

Rumámos a Zakopane, onde o tempo e a falta de neve foram decepcionantes. Também por aqui se sofre do aquecimento global e das alterações climáticas. O Inverno não foi rigoroso, por isso a estância de ski tem pouca neve e pouca animação.
Depois de uma noite revigorante, não fosse o cansaço, assitimos pela manhã a uma prova de saltos, passeámo-mos pelas encontas das montanhas… pouco geladas e rumámos a Cracóvia.



A neve é pouca… mas o cenário idílico


Futuro campeão?… o actual é polaco
 

Talvez por rezar a lenda que no castelo de Wawel vivia um dragão… o gosto pela cidade só aumenta. Embora o tempo não fosse favorável a passeio… (chuvia, como sempre) passeámos pelas encontas do castelo, visitámos a praça (Rynek) e com a intensificação da chuva, refugiámos num restaurante onde almoçamos tarde… depois do que voltámos a casa.



O Castelo de Wawel…


Ramos de domingo de ramos… na Rynek

Em falar em regresso a casa… esse está previsto para 19 de Março… por isso FALTAM 2 DIAS PARA REGRESSAR…
E como a tradição ainda é o que era… será seguramente um regresso molhado.

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