O fim-de-semana foi prolongado e como tal foi para mudar de cenário.
O destino estava marcado para Budapeste, a capital da Hungria. Mas antes, fiz uma pequena paragem em Varsóvia para finalmente visitar o restaurante português – Portucale – e as suas pseudo-lusas iguarias.
As entradas deixaram a desejar… o nome era português mas a aparência enganava. No entanto, a aposta para o prato principal foi acertada… Dourada em sal… e estava divinal (até rimei!).
Depois da visita gastronómica… a rota era rumo à “Pequena Paris da Europa Central”… no entanto, para lá chegar o caminho foi conturbado… por cancelamento do vôo, mudança de companhia aérea e no entretanto 6 horas de espera no aeroporto. No final de um longo dia… cheguei ao destino, já noite … a recepção, a mesma do costume… chuvia (para não variar).
Depois de uma noite bem dormida, embalada pela chuva, acordei cedo… com a luminosidade do primeiro sol da manhã. O dia estava lindo… finalmente um pouco de sorte.
De pequeno-almoço tomado fiz-me à estrada e andei… andei… andei (como é suposto fazer, para visitar uma cidade convenientemente).
Fiz o roteiro da cidade a pé… em Peste onde estava hospedada visitei a Basílica de S. Estevão, desci até à Praça Rosevelt e cheguei ao Danúbio.
Aí, atravessei a Ponte das Correntes e subi ao Palácio Real, pelas ruas íngremes que serpenteiam a encosta. As vistas são magníficas… e o esforço físico vale a pena.
Lá chegada, visitei os pontos de maior interesse e divaguei pela cidade velha. Ao almoço, parei junto à Igreja de Santa Ana para uma piquenique improvisado… com vista panorâmica para o fantástico Parlamento.
Quando o estômago estava reconfortado e as pernas prontas para outro esticão voltei pela margem do Danúbio à Ponte e atravessei para o lado de Peste. Fiz o mesmo percurso na outra margem, aproveitando a aragem fresca do rio e encontrei a Princezinha. Deambulei pelas ruas e encontrei a Rua Váci… a zona mais elegante de Peste.
Depois de 6 horas de passeio decidi regressar ao hotel para descansar as pernas. Quando cheguei apercebi-me que o sol de Budapeste tinha feito das suas… um grande escaldão… não era para menos… translúcida como sou!

A Basílica de S. Estevão…

A Ponte das Correntes…

O Palácio Real…

As vistas do Palácio…

O Parlamento…
Sábado acordou enevoado mas com abertas de sol. Tomei novamente o rumo à cidade para mais um dia de intensa caminhada.
O destino inicial, a colina Gellért, onde dos seus 140 metros de altura se tem uma vista incomparável de toda a cidade e de ambas as margens do Danúbio… chegar lá foi um verdadeiro desafio… a roçar a prova olímpica. Já sem fôlego do esforço… a panorâmica é de cair para o lado…
Deambulei sem rumo por Buda durante uma hora, apenas absorvendo o ritmo da cidade, fora dos circuitos turísticos habituais. Depois de vaguear pela cidade, encontrei a rota com destino ao Palácio, que me submeteu à dura tarefa de novamente subir escadas… depois disto o Bom Jesus é prova de amadores. Cheguei ao topo, mesmo a tempo de assistir ao render da guarda (não sei porquê… mas a minha pontaria é impressionante… já que em Praga me tinha acontecido o mesmo). Para regressar ao rio, decidi dar descanso às pernas e descer de Funicular até ao rio. Atravessei de novo a ponte e fui visitar o Parlamento… sem dúvida o ex-libris da cidade.
O tempo escureceu, por isso em golpe estratégico regressei rapidamente ao hotel, mesmo a tempo de evitar uma molha… o resto do dia foi para recuperar do esforço físico.

A colina Gellért…

O funicular…
Infelizmente, Domingo chegou rápidamente. Budapeste é sem dúvida uma das minhas cidades preferidas, no topo da minha lista claro… está a Invicta, a qual apreciei mais do que Praga. Pela simpatia dos húngaros, os espaços ajardinados e se bem que muito virada para o turismo mantém ainda o buliço normal de uma cidade à beira rio plantada.
Como o vôo de regresso era só ao final do dia, aproveitei as horas que faltavam para fazer uma excursão turística de autocarro para visitar alguns dos sitíos que o tempo não permitiu ver… assim em jeito de filme, lá passei pela Praça dos Heróis, os famosos Banhos Turcos e a estátua da Liberdade.

A Praça dos Heróis…

A Estátua da Liberdade…
O fim-de-semana foi muitíssimo divertido (claro está que o tempo também ajudou)… mas mais que tudo a vista é mesmo inesquecível.

Budapeste…

Com vista para o Danúbio…
O regresso a casa, ao final do dia, foi recheado de contratempos… atrasos do vôo e chuva à chegada. Mas, já tarde de madrugada, cheguei finalmente a casa.